Mordidas como prática erótica envolvem o uso dos dentes para aplicar pressão, pellizcar ou marcar a pele do parceiro durante a intimidade. Essa prática se enquadra no universo do sensory play por estimular receptores de dor e toque de forma intensa e localizada, gerando sensações que muitas pessoas descrevem como prazerosas ou excitantes. As mordidas podem variar bastante em intensidade: desde pressões leves e mordiscos suaves, que mal deixam marca, até mordidas mais firmes que produzem equimoses (marcas roxas) temporárias. A prática pode ser parte de um contexto de dominação e submissão, mas também é comum entre pessoas que simplesmente apreciam a estimulação sensorial mais intensa sem qualquer estrutura de poder envolvida. Algumas pessoas se identificam mais como quem morde (o ativo), outras como quem recebe as mordidas (o passivo), e há quem goste dos dois papéis. O prazer pode vir da sensação física direta, da marcação temporária no corpo, da troca de intensidade emocional ou da combinação de todos esses fatores.
Consentimento explícito e negociação prévia são indispensáveis. É importante definir juntos a intensidade desejada, as regiões do corpo permitidas e como comunicar desconforto durante o encontro (por exemplo, uma palavra de segurança). Mordidas mais fortes podem causar hematomas, arranhões ou, raramente, romper a pele, o que aumenta o risco de infecções. Áreas com grandes vasos sanguíneos, como pescoço, devem ser tratadas com cautela redobrada. Verifique depois se há marcas que precisam de cuidado. Em caso de pele rompida, higienize bem o local.
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