Scissors, também conhecido como tribbing ou tribadismo, é uma prática sexual entre duas pessoas em que há fricção genital direta entre os corpos. O termo 'scissors' se refere a uma das posições possíveis, em que as parceiras entrelaçam as pernas de forma semelhante a uma tesoura, alinhando as genitálias para estimulação mútua. O tribadismo, de forma mais ampla, engloba qualquer posição em que haja esse contato e fricção genital direta, incluindo posições em que uma pessoa fica sobre a outra. A prática é mais comumente associada a mulheres cisgênero, mas pode ser realizada por qualquer pessoa com genitália vulvar, incluindo mulheres trans e pessoas não-binárias. O objetivo principal é a estimulação do clitóris e da vulva por meio do movimento e da pressão, podendo ou não envolver penetração. É uma prática válida, frequente e prazerosa, e pode ser o foco principal de um encontro sexual ou parte de um repertório mais amplo.
Na prática, o tribadismo (tribbing) envolve uma coordenação significativa entre os parceiros para encontrar uma posição e um ângulo em que ambos recebam estimulação confortável e prazerosa ao mesmo tempo. A posição clássica de tesourinha tem os parceiros deitados de lado ou de costas com as pernas entrelaçadas, mas muitos casais descobrem que outras configurações funcionam melhor para eles, como um parceiro por cima se esfregando contra o outro, ou os dois sentados de frente um para o outro. A experiência varia bastante dependendo da anatomia, do posicionamento do corpo e da sensibilidade individual.
A sensação costuma ser de pressão e fricção amplas e rítmicas, em vez da estimulação interna mais localizada associada à penetração. Muitas pessoas acham isso especialmente prazeroso para a estimulação do clitóris. Como os dois parceiros recebem estimulação ao mesmo tempo, sem papéis ativo/passivo bem definidos, o tribbing costuma ter uma sensação particularmente recíproca e conectada, que as pessoas citam como um dos atrativos.
Variações comuns incluem o dry humping (esfregar-se com roupa), o uso de vibradores segurados entre os corpos, ou o uso de lubrificante para reduzir a fricção e aumentar o deslizamento. Ajustes de ritmo, pressão e ângulo são comuns durante o ato. A comunicação, seja verbal ou por meio de sinais físicos, é especialmente útil aqui, porque pequenas mudanças de posição podem alterar bastante a experiência para um ou ambos os parceiros.
Apesar de não envolver penetração na maioria dos casos, o tribbing permite a transmissão de algumas infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) por contato pele a pele ou mucosa a mucosa, como herpes e HPV. O uso de barreiras de látex (dental dams) pode reduzir riscos. Comunicação aberta sobre limites, intensidade e conforto é essencial, pois a pressão e o ângulo podem causar desconforto articular ou muscular. Combinar expectativas antes e depois da prática contribui para uma experiência positiva para ambas as pessoas.
O tribbing costuma ser discutido mais no contexto de parceiros com vulva, mas o conceito mais amplo de fricção genital sem penetração não é exclusivo de nenhuma anatomia. Parceiros com pênis podem praticar atos semelhantes de fricção externa, às vezes chamados de frottage ou dry humping, que compartilham a mesma mecânica básica de estimulação por atrito.
Sim, muitas pessoas chegam ao orgasmo com o tribbing, principalmente porque o ato costuma estimular diretamente o clitóris, que é a principal fonte de orgasmo para a maioria das pessoas com vulva. A probabilidade aumenta com a prática, um bom posicionamento e uma comunicação aberta sobre o que é mais prazeroso.
O lubrificante não é estritamente necessário, mas é altamente recomendado, principalmente em sessões mais longas ou quando há contato pele a pele. Ele reduz a irritação causada pela fricção e pode tornar a experiência mais confortável e prazerosa para os dois parceiros.
Tribbing (tribadismo) se refere especificamente à fricção de vulva com vulva ou genital com genital entre os parceiros, enquanto frottage é um termo mais amplo para qualquer fricção não penetrativa dos genitais contra o corpo de um parceiro, inclusive com roupa. O tribbing pode ser considerado um subtipo de frottage.
O tribbing tem risco menor do que o sexo penetrativo para muitas ISTs, mas não é isento de risco. Infecções transmitidas por contato de pele, como herpes e HPV, podem ser passadas por contato genital, e a troca de fluidos também é possível. Usar barreiras como barreiras de látex (dental dams) ou roupa íntima, e saber o status de testagem de cada parceiro, são formas práticas de reduzir o risco.
A posição de pernas entrelaçadas é uma opção, não uma obrigação. Muitos casais acham essa posição fisicamente desajeitada ou ineficaz para os seus corpos e obtêm melhores resultados com outras configurações, como um parceiro montado sobre o outro ou os dois sentados de frente um para o outro. Experimentar diferentes ângulos e usar almofadas de apoio costuma resolver problemas de alinhamento.
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